O Deus-protético
uma figura freudiana para o nosso tempo?
Resumo
A progressiva hibridização dos humanos com dispositivos de comunicação tem mudado a forma como eles se relacionam uns com os outros e consigo mesmos, o que apresenta um desafio para a psicanálise, tanto na teoria quanto na clínica. Retoma-se a imagem do Deus-protético, apresentada por Freud em O mal-estar na civilização (FREUD, 1930), como um modo de elucidar a relação do humano com suas ferramentas. Para contextualizar sua teoria, retoma-se como a relação entre fantasia e realidade se deu ao longo de sua obra. No âmbito da especificidade das formas de relação virtuais, recorre-se ao trabalho de Tisseron para evidenciar a relação entre fantasia e virtualidade e como isso se apresenta no âmbito digital. Por fim, defende-se que os diferentes usos do virtual podem ser uma importante fonte de material para o trabalho analítico.
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