Memento mori
uma análise psicanalítica e sociopolítica do corpo negro como território de exceção
Resumo
O presente trabalho investiga os mecanismos psíquicos e sociais que sustentam a produção e a gestão da morte nas periferias urbanas brasileiras, tomando como referência o conceito de necropolítica de Achille Mbembe e o desmentido de Sándor Ferenczi. Busca-se compreender como o Estado institui zonas de exceção onde vidas negras e periféricas são destituídas de valor. Analisa-se como o desmentido se manifesta socialmente através do mito da democracia racial, mascarando hierarquias e naturalizando a violência letal. Inscrito no diálogo entre psicanálise, filosofia política e estudos raciais, este estudo evidencia os modos pelos quais o Estado promove uma economia da morte e falha no reconhecimento ontológico do sujeito racializado.
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