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Cadernos de Psicanálise | CPRJ
2026-08-08T10:07:10-03:00
Henrique Garcia Sobreira
cadernosdepsicanalisedocprj@cprj.com.br
Open Journal Systems
<p><span class="issn"> ISSN 1413-6295<br>e-ISSN 2595-153X<br></span></p> <p>CADERNOS DE PSICANÁLISE (CPRJ) é um periódico científico oficial do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro. Publicado em dois volumes anuais, procura agregar artigos relativos a questões temáticas, postas a cada ano em debate pelo CPRJ, reservando, contudo, um espaço para artigos com temas livres e resenhas de livros, desde que concernentes ao domínio psicanalítico e suas interfaces. </p> <p>Lançado em 1979 como Boletim Interno, adquiriu o nome atual em 1980, quando se tornou uma publicação anual. A partir de 2011, o periódico passou a ser semestral, sendo que neste primeiro ano, uma só edição agregou os dois números produzidos. Já a partir de 2012, os dois volumes do ano passaram a ser publicações distintas, com previsão de lançamento regular para agosto e dezembro. Desde dezembro de 2017, volume 39, número 36, passou a ser publicado somente no formato eletrônico.</p> <p>Cadernos de Psicanálise (CPRJ), embora não seja editado por uma instituição de ensino superior, têm como objetivo se manter como uma revista de referência na área da Psicanálise, seguindo as diretrizes estabelecidas pela CAPES para a boa avaliação de uma publicação científica. Sendo assim, tanto os autores quanto os membros do conselho científico da revista são oriundos de diversas instituições de vários estados do Brasil e ainda de outros países.</p> <p>O Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro foi fundado em 27 de março de 1969. É uma sociedade de psicanálise fundamentada na obra de Sigmund Freud e de seus continuadores, que não se propõe a oficializar nem a excluir qualquer corrente do pensamento psicanalítico. Prioriza a formação, o ensino e a pesquisa em psicanálise e valoriza a troca com outras instituições. Desde seu início é filiada à <a href="http://cprj.com.br/international-federation-of-psychoanalytic-societies-ifps/">International Federation of Psychoanalytic Societies (IFPS)</a>, entidade que congrega mais de 20 sociedades de vários países da Europa e das Américas. Na IFPS o Círculo mantém expressiva participação em todas as suas assembleias e congressos internacionais, que são bienais. Já em abril de 2017, o CPRJ foi convidado pelo Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre (CEP de PA) para se filiar à Federação Latino-Americana de Associações de Psicoterapia Psicanalítica e Psicanálise (FLAPPSIP), sediada em Montevideo, que tem em seu quadro instituições da Argentina, do Brasil, do Chile, do México, do Peru e do Uruguai. O Círculo participa também do Movimento “Articulação de Entidades Psicanalíticas Brasileiras”, que acompanha as tentativas (equivocadas) de regulamentação profissional da psicanálise no Brasil. Nesse contexto, Cadernos de Psicanálise (CPRJ) é parte integrante e importante desse projeto de desenvolvimento, difusão e intercâmbio científico da psicanálise tanto em nível nacional, como internacional.</p> <p>Os editores de Cadernos de Psicanálise (CPRJ) entendem que este tipo de publicação deve se colocar a serviço de uma ética da Psicanálise, seja no sentido da clínica stricto sensu ou de sua extensão, acolhendo e enfatizando, assim, o lugar da Psicanálise na pólis em sua natureza não partidária, sem se furtar, no entanto, a ter um pensamento crítico com relação à cultura.</p>
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Créditos
2026-08-07T10:14:51-03:00
Comissão Editorial
cadernosdepsicanalisedocprj@cprj.com.br
<p><strong>CÍRCULO PSICANALÍTICO DO RIO DE JANEIRO – CPRJ</strong></p> <p><strong>Filiado às: </strong></p> <p><strong>Federação Internacional de Sociedades Psicanalíticas – IFPS</strong></p> <p><strong>Federação Latino-Americana de Associações de Psicoterapia Psicanalítica e Psicanálise-FLAPPSIP </strong></p> <p>Rua David Campista, 170 Humaitá - CEP: 22261-010 - Rio de Janeiro - RJ <br>tel.: (21) 2286-6922 - (21) 2286-6812 - CNPJ.: 34.117.705/0001-05 <br>e-mail: cprj@cprj.com.br site: www.cprj.com.br<br>Biblioteca - tel.: (21) 2286-5747 e-mail: biblio@cprj.com.br</p> <p><strong>DIRETORIA DO CPRJ – 2026-2027</strong></p> <p> </p> <p><strong>Comissão de Gestão</strong></p> <p>Presidente: Beatriz Pinheiro de Andrade<br>Vice-presidente: Sabira de Alencar Czermak<br>Secretária: Camila Braz Padrão<br>Colaboradores: Benilton Carlos Bezerra Jr.<br> Giovanna Pereira de Moura<br> Maria Camargo<br> Pedro Braga de Barros<br> Teresa Levin Lopes da Silva<br> Thais Pereira Rosse</p> <p><strong>Comissão de Formação Permanente</strong></p> <p>Coordenadora: Claudia Rodrigues Pereira<br>Equipe: Bruno Cardoso Lages<br> Juliana de Mello Jabor<br> Laura Maria Reis Fagundes<br> Marylink Kupferberg<br> Patrícia Saceanu</p> <p>Colaboradores: Octavio Andres Ramon Bonet<br> Márcia Gaspar Gomes<br><br>Consultores: Jurandir Freire Costa<br> Octavio Souza</p> <p> </p> <p><strong>Comissão Clínica</strong></p> <p>Coordenadoras: Ana Claudia da Costa Abrantes \ Claudia Ramundo<br>Equipe: Luciana Santos Guilhon Albuquerque<br> Maria Cristina de Souza Redes<br> </p> <p>Colaboradoras: Alba Maria de Carvalho Senna<br> Carolina Marinho Amado Lopes<br> Maria Regina Maciel</p> <p><strong>Comissão de Publicações e Biblioteca <br></strong>Coordenador: Maicon Pereira da Cunha<br>Equipe: Carla Meneghini Freire Lamarão<br> Fernanda Ribeiro Palermo<br> Marília Etienne Arreguy</p> <p>Colaboradores: Ana Paula Oliveira e Silva Carneiro<br> Bernardo Arbex de Freitas Castro<br> Henrique Garcia Sobreira<br> Laila Berman dos Santos<br> Marcelle dos Santos Borges da Silva</p> <p> </p> <p><strong>Comissão de Ética<br></strong>Bertine Carlos Bezerra<br>Elizabeth Adler<br>Regina Celi Bastos Lima</p> <p> </p> <p><strong>Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro - CPRJ<br></strong><strong>Cadernos de Psicanálise (CPRJ), v. 48, n. 55, jan./jun. 2026</strong></p> <p><strong>"Espectros da psicanálise: Herança e emancipação"<br></strong>Copyright © 2026 by Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro</p> <p><strong>Editores-Responsáveis: </strong>Henrique Sobreira<br> Bernardo Arbex<br> Fernanda Ribeiro Palermo<br> Maicon Pereira da Cunha</p> <p><strong>Conselho Editorial: </strong></p> <p><strong>Benilton Bezerra</strong> - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <br><strong>Carlos Henrique Kessler</strong> - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Porto Alegre, RS, Brasil. <br><strong>Charles Lang </strong>- Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Maceió, AL, Brasil.<br><strong>Claudia Amorim Garcia - </strong>Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.<br><strong>Daniel Coelho </strong>- Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracajú, SE, Brasil.<br><strong>Daniel Kupermann</strong> - Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil.<br><strong>Danilo Marcondes de Souza Filho - </strong>Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.<br><strong>Jeferson Machado Pinto</strong> - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil.<br><strong>Jô Gondar</strong> - Universidade Federal Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <br><strong>Jurandir Freire Costa - </strong>Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <br><strong>Karla Patricia Holanda Martins </strong>- Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, CE, Brasil.<br><strong>Leandro de Lajonquière </strong>- Université Paris 8 Vincennes-Saint-Denis, Paris, França. Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil.<br><strong>Luis Claudio Figueiredo - </strong>Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), São Paulo, SP, Brasil.<br><strong>Luiz Augusto Celes -</strong> Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil.<br><strong>Marina Ferreira da Rosa Ribeiro -</strong> Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil.<br><strong>Marlos Gonçalves Terêncio</strong> - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil. <br><strong>Maurício Rodrigues de Souza</strong> - Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém, PA, Brasil.<br><strong>Nadja Nara Pinheiro </strong>- Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil. <br><strong>Octávio Souza - </strong>Instituto Fernandes Figueira (FIOCRUZ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. <br><strong>Rafael Raffaelli </strong>- Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.<br><strong>Roselene Gurski </strong><em>-</em> Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Porto Alegre, RS, Brasil.<br><strong>Sandra Baccara -</strong> Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil.</p> <p><strong>Equipe Técnica: </strong></p> <p><strong>Bibliotecária e Assistente de Publicações: <br></strong>Ana Carla Teodoro</p> <p><strong>Revisão de Texto (Português e Inglês): <br></strong>Pedro Henrique Bernardes Rondon</p> <p><strong>Imagem da Capa: <br></strong>Espiral-irís, Desenho de Gustavo Curty</p> <p><strong>Diagramação: <br></strong>Marisco Design</p> <p>Cadernos de Psicanálise (Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro), ano 1, n. 1 (1979). <br> Rio de Janeiro: O Círculo, 1979 –<br> Semestral<br> Título anterior: Boletim Interno, 1979.<br> Versão impressa (até 2017.1) ISSN 1413-6295<br> Versão on-line ISSN 2595-153X </p> <ol> <li class="show">Psicanálise - Periódicos. I. Cadernos de Psicanálise (Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro).<br> CDU – 159.964.2 (05)</li> </ol> <p>Disponível na Rede Brasileira de Bibliotecas da Área de Psicologia – ReBAP.<br>Periódico Indexado nas bases Index Psi Periódicos (BVS-Psi) e PePSIC (Biblioteca Virtual de Periódicos Eletrônicos em Psicologia).</p>
2026-08-06T14:57:49-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/756
Editorial n.55
2026-08-07T10:13:48-03:00
Henrique Garcia Sobreira
hsobreir@gmail.com
<p> “Abrimos, assim, um espaço para que nosso pensar vá adquirindo<br> consistência e o esboço de uma unidade. Acreditamos que nossa<br> instituição esteja às voltas com a definição de uma identidade<br> como um lugar provedor de conhecimento científico. Seus traços<br> vão sendo delineados, suas características, ganhando forma e sua<br> consciência crítica se aguçando, mantendo viva a sua dinâmica e<br> inquietando suas ‘certezas’”.<br> (Editorial do Boletim Interno do CPRJ, ano 1, número 1, 1979).<br><br> “A importância de manter vivo o espaço reservado ao registro de nos-<br> sas reflexões aliada à crença na possibilidade de mudanças qualitati-<br> vas, permitiu o nascimento de Cadernos de Psicanálise do Círculo<br> Psicanalítico do Rio de Janeiro. Seu surgimento marca, representa e<br> simboliza um momento na evolução natural pela qual está passando<br> nossa instituição. Inaugura sem ser inteiramente novo. Metamorfo-<br> seou-se a partir da nossa primeira tentativa com a publicação do<br> Boletim Interno, assim como a borboleta sai da crisálida”.<br> (Editorial de Cadernos de Psicanálise, ano 2, número 2, 1980).</p> <p> </p> <p>Nada mais justo do que comemorar a primeira edição dos Cadernos de Psicanálise - CPRJ, após ter recebido avaliação Qualis A4 da CAPES, lembrando os compromissos assumidos nas suas primeiras edições. Ao longo dessas quase cinco décadas da revista, dezoito Editores, representantes de seus Conselhos Editoriais, trabalharam com dedicação e competência para que esse resultado tenha sido possível. Também é justa, como homenagem, a capa dessa edição ser uma versão atualizada da primeira capa.</p> <p>Não trabalharam sozinhos, cada Membro Efetivo, cada Membro Associado, cada colega do campo psicanalítico que submeteu seu texto à publicação, cada colega da Comissão de Publicações e Biblioteca que realizou as pré-avaliações, cada parecerista que emitiu sua opinião sobre a qualidade do texto ou sugestão de alteração foram participantes dessa realização. Não devem ser esquecidas, também, as equipes técnicas de apoio. Homenageamos todos os participantes delas citando a atual: a nossa bibliotecária e assistente de publicações, Ana Carla Teodoro, nosso suporte técnico da plataforma OJS, Alan Lemos, o Leandro Augusto, nosso degravador das conferências, nosso revisor Pedro Henrique Rondon e a diagramadora Mariana Taboada.</p> <p>Esse trabalho conferiu aos Cadernos, com propriedade, o sucesso na obrigação que Lacan sugeria aos textos em psicanálise, “écritoure”: escrita e escritura (no sentido jurídico). Nas “escritas” presentes nos cinquenta e quatro números anteriores está a “escritura” do compromisso da Instituição com a formação permanente do analista. Nosso compromisso é que nas edições vindouras seja honrada essa tradição. Isso sempre passou, e vai continuar a passar, por meio da vinculação das nossas edições ao tema do ano, definido pela Comissão de Formação Permanente do CPRJ.</p> <p>É assim que a edição 55 foi organizada para dar conta do encerramento do tema de 2025 Sobre a transitoriedade: fragilidades e aberturas e apresentar o tema de 2026 Espectros da psicanálise: herança e emancipação. Além do mais, está mantida a secção de temas livres que sempre foi uma vibrante oxigenação das ideias do CPRJ.</p> <p>Uma novidade nesse número é que, com o apoio da Comissão de Gestão que providenciou nossa filiação à Associação Brasileira de Editoras Científicas (ABEC), nossos artigos passarão a receber DOI (Digital Object Identifier) registro que eleva a sua certificação de propriedade intelectual, além de permitir que os autores possam disponibilizar com facilidade os metadados de seus textos.</p> <p>Aproveitem a Edição 55 e desde já convidamos para nosso encontro no final de Novembro na sessão de lançamento da Edição 56.<br>No fechamento desta edição, recebemos a triste notícia do falecimento de Carlos Lannes. A esse respeito o CPRJ se pronuncia da seguinte forma.</p> <p><br>Ao lado dos membros fundadores Edson Lannes e Henrique Baez, Carlos Lannes desempenhou um papel decisivo na construção do Círculo tal como o conhecemos hoje. Sua contribuição foi fundamental para a consolidação de um projeto de formação em psicanálise comprometido com o rigor teórico, e para o reconhecimento de nossa instituição entre as demais sociedades psicanalíticas. Intelectual, psicanalista, professor, supervisor e militante da causa freudiana, Carlos reunia uma inteligência incomum, raciocínio ágil e posições firmes. Mais do que isso, foi uma presença marcante na trajetória de inúmeros analistas por sua afetividade. Felizes daqueles que puderam conviver com ele, seja em suas aulas, supervisões ou outros encontros no Círculo. Suas leituras de Winnicott, como de Lacan eram aguardadas com entusiasmo. Seus alunos encontravam um ambiente de acolhimento, de delicadeza no trato e de grande receptividade nas apresentações de casos clínicos. Com um fino equilíbrio entre o rigor e a sensibilidade, conseguia oferecer suas observações.</p> <p>Sentiremos falta de suas ponderações, sua gentileza, sua abertura às diversas linhagens de pensamento, e... de sua presença alegre na pista de dança das festas do Círculo!</p> <p>Nós, do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro, nos solidarizamos com Dayse, seus filhos, demais familiares e amigos.</p>
2026-08-06T00:00:00-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/741
Transitoriedade, trauma e realidade
2026-08-07T10:13:37-03:00
Christian Ingo Lenz Dunker
chrisdunker@usp.br
<p>Propõe algumas observações sobre a relação entre transitoriedade, realidade, trauma e luto. O ponto de partida é o pequeno texto freudiano sobre a transitoriedade, cuja brevidade contrasta com a densidade de seus efeitos teóricos.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
##submission.copyrightStatement##
https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/742
Comentário à Transitoriedade, trauma e realidade
2026-08-07T10:15:22-03:00
Jurandir Freire Costa
freirecostaj@gmail.com
<p>Trata de dois aspectos da transitoriedade. O primeiro como figura da temporalidade; o segundo, como contingência. No primeiro, a transitoriedade é sinônima de brevidade, efemeridade, fugacidade, fluidez, em suma, instância da duração; no segundo, significa aparecimentos circunstanciais de fenômenos abertos a novas descrições, tem a ver com o curso do tempo, com a duração, mas trata-se do surgimento de um evento específico, de uma feição particular da duração.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/745
Herança e conquista
2026-08-07T10:15:32-03:00
Jurandir Freire Costa
freirecostaj@gmail.com
Pedro Heliodoro
phtava@gmail.com
<p>O debate faz parte de uma tentativa de fazer um pouco o exercício do estado da arte, e onde a psicanálise se encontra agora com a emergência de coisas novas no campo cultural como a voz ativa das identidades subalternizadas – o novo problema cultural que a psicanálise também tomou para si, como não podia deixar de ser e como é característico de sua história. É um esforço nosso para tentar continuar no diapasão, em sintonia com a cultura e ser analista do presente como foi Freud na época da Viena do fim do império austro-húngaro e como foi Lacan naquela outra efervescência da Paris dos anos 60. Esse é o grande desafio que a psicanálise tem desde Freud, a fidelidade à heresia e a conversa responsável com demandas sociais que foram encobertas ao longo dos séculos e que hoje são de alguma maneira descortinados.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/746
A psicanálise, seus descontentes e seus destinos
2026-08-07T10:53:57-03:00
Eduardo Leal Cunha
dudalealc@academico.ufs.br
<p>Este artigo apresenta uma reflexão sobre a atualidade da teoria e da clínica psicanalítica e seus possíveis destinos a partir dos debates desencadeados pelas críticas vindas, sobretudo, dos movimentos teóricos e políticos ligados ao gênero, à sexualidade e ao antirracismo. Assim, parte-se da indicação dos principais eixos dessas críticas para em seguida desdobrá-las em questões diretamente colocadas à teoria, à técnica e à política da psicanálise. Por fim, procura-se estabelecer algumas balizas que orientem respostas a essas críticas, que não se deixam reduzir a uma postura defensiva, de reafirmação de posições e dogmas, e que permitam também vislumbrar o horizonte ético e político capaz de sustentar a transformação da psicanálise a que essas críticas convocam e que pode ser descrita como emancipação.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/632
O Deus-protético
2026-08-07T10:16:00-03:00
João Victor Costa Braga
psijoaovictorcostabraga@gmail.com
Monah Winograd
monahwinograd@icloud.com
<p>A progressiva hibridização dos humanos com dispositivos de comunicação tem mudado a forma como eles se relacionam uns com os outros e consigo mesmos, o que apresenta um desafio para a psicanálise, tanto na teoria quanto na clínica. Retoma-se a imagem do Deus-protético, apresentada por Freud em <em>O mal-estar na civilização </em>(FREUD, 1930), como um modo de elucidar a relação do humano com suas ferramentas. Para contextualizar sua teoria, retoma-se como a relação entre fantasia e realidade se deu ao longo de sua obra. No âmbito da especificidade das formas de relação virtuais, recorre-se ao trabalho de Tisseron para evidenciar a relação entre fantasia e virtualidade e como isso se apresenta no âmbito digital. Por fim, defende-se que os diferentes usos do virtual podem ser uma importante fonte de material para o trabalho analítico.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
##submission.copyrightStatement##
https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/674
Manifesto para um pensamento infraestrutural
2026-08-07T10:16:13-03:00
Raluca Soreanu
raluca.soreanu@essex.ac.uk
Ana Minozzo
a.minozzo@essex.ac.uk
<p>Este artigo é um manifesto para uma virada infraestrutural na psicanálise, propondo olhar para as instituições “obliquamente”. Aqui, teorizamos o pensamento infraestrutural psicanalítico, considerando suas qualidades como um tipo particular de orientação para a ação e mostrando sua capacidade de considerar múltiplas transferências e ambivalências, bem como novas fantasias sobre ganho, acumulação e redistribuição. Articulamos, também, a relação entre o pensamento infraestrutural e uma teoria postural do sujeito, centrada na consideração de inclinações, orientações e desorientações em relação aos objetos. A partir de material etnográfico e pesquisas em arquivos, construímos uma “cena” para observar o pensamento infraestrutural em ação, em clínicas psicanalíticas públicas no Brasil, na década de 1970 e no momento presente Analisamos as criatividades infraestruturais das clínicas públicas, que prometem renovar a relação da psicanálise consigo mesma e com seus outros. Explorando a interseção da psicanálise com a fenomenologia, traçamos o trabalho do pensamento infraestrutural em momentos posturais, falhas, desorientações ou deslizes da língua.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/696
Das origens da análise mútua ao paradigma da mutualidade
2026-08-08T10:07:10-03:00
Marília Etienne Arreguy
mariliaetienne@id.uff.br
Daniel Kupermann
danielkupermann@gmail.com
<p class="western" align="justify">O presente artigo parte das controvérsias por conta da análise inconclusa de Sándor Ferenczi com Sigmund Freud e perpassa seu experimento de análise mútua como forma de lançar uma perspectiva e um estilo inovadores na clínica ligados à mutualidade, valorizando a influência desse conceito em um vasto campo da psicanálise, desde Donald Winnicott até o paradigma da psicanálise interpessoal norte-americana.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/708
Memento mori
2026-08-07T10:16:30-03:00
Mariana Silva da Fonseca
marimri.mf@gmail.com
<p>O presente trabalho investiga os mecanismos psíquicos e sociais que sustentam a produção e a gestão da morte nas periferias urbanas brasileiras, tomando como referência o conceito de necropolítica de Achille Mbembe e o desmentido de Sándor Ferenczi. Busca-se compreender como o Estado institui zonas de exceção onde vidas negras e periféricas são destituídas de valor. Analisa-se como o desmentido se manifesta socialmente através do mito da democracia racial, mascarando hierarquias e naturalizando a violência letal. Inscrito no diálogo entre psicanálise, filosofia política e estudos raciais, este estudo evidencia os modos pelos quais o Estado promove uma economia da morte e falha no reconhecimento ontológico do sujeito racializado.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/634
Escutar silêncios
2026-08-07T10:13:42-03:00
Noam Rafael Kramer
noam.kramer2@gmail.com
<p>Este artigo explora os efeitos do trauma, da memória e do silêncio na transmissão entre gerações a partir da história de um sobrevivente do Holocausto. A escuta de narrativas familiares, realizada fora do enquadre clássico de uma análise, mas atravessada por uma escuta clínica, serve de ponto de partida para articular conceitos psicanalíticos como trauma, sublimação, cripta psíquica e transmissão geracional. O texto investiga como fragmentos de memória e silêncios familiares podem constituir formas de transmissão psíquica, sugerindo compreender o silêncio não apenas como ausência de testemunho, mas como um operador de transmissão das heranças traumáticas. Ao assumir sua implicação subjetiva enquanto neto do sobrevivente, o autor mobiliza uma escuta que busca reverberar os traços de um sofrimento herdado e elaborado ao longo das gerações, compreendendo a escrita como gesto clínico e ético de elaboração do indizível.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/616
Rasuras na escuta
2026-08-07T10:15:26-03:00
Milton Jeronimides
mjeronimides@gmail.com
<p>Este artigo discute a rêverie como forma privilegiada de comunicação e transformação emocional na clínica psicanalítica contemporânea. A partir da obra de Thomas Ogden e do diálogo com Bion, explora-se como a rêverie, articulada à matriz transferencial e contratransferencial, sustenta a criação de um espaço intersubjetivo em que o impensável pode gradualmente tornar-se pensável, isto é, passível de ser mentalizado e simbolizado. O texto se desenvolve a partir da análise de um caso clínico de Ogden e de uma vinheta de minha própria prática, evidenciando a rêverie como rasura da escuta, um espaço em que o analista sonha com o paciente e, com ele, recria o mundo interno.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
##submission.copyrightStatement##
https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/582
Empatia, intuição e reverie
2026-08-07T10:15:39-03:00
Thaís Mariana Arantes Ferreira
tha.arantes@gmail.com
Ana Fátima Aguiar
aguiar.anafatima@gmail.com
Marina Ferreira da Rosa Ribeiro
marinaribeiro@usp.br
<p>Sándor Ferenczi inaugura um caminho para se pensar a mutualidade na relação analítica, gérmen da noção de intersubjetividade. É neste espaço-tempo do pensamento psicanalítico que surgem as reflexões às quais nos propomos a discutir neste trabalho: um trajeto que parte da comunicação entre inconscientes, bebe da visão ferencziana sobre a empatia e deságua nos escritos bionianos sobre intuição psicanalítica e reverie. De Ferenczi a Bion, assistimos a uma significativa ampliação da teoria e da técnica psicanalítica. Entre empatia, intuição, reverie e tantas afetações neste campo intersubjetivo, abre-se um campo fecundo ao trabalho analítico, à expansão da mente e às transformações (da dupla).</p> <p>Palavras-Chave: Empatia, Intuição, Reverie, Ferenczi, Bion.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
##submission.copyrightStatement##
https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/697
Apontamentos sobre a associação livre em Christopher Bollas
2026-08-07T10:15:55-03:00
Janderson Farias Silvestre Ramos
jandersonfarias@yahoo.com.br
<p><span style="font-weight: 400;">O artigo analisa a importância da associação livre em Christopher Bollas, mostrando como ele a retoma de Freud e a amplia como expressão do pensamento inconsciente. Para Bollas, o fluxo associativo revela a lógica própria do inconsciente em suas sequências, deslocamentos e múltiplas formas de representação. São descritas as quatro modalidades de associação livre que evidenciam a complexidade psíquica. O texto aborda como o fluxo associativo é impulsionado por um jogo de perguntas e respostas do </span><em><span style="font-weight: 400;">self </span></em><span style="font-weight: 400;">consigo mesmo. Por fim, aborda a resistência dos analistas à regra fundamental e defende a associação livre como fundamento ético e clínico para acessar a complexidade da vida inconsciente.</span></p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
##submission.copyrightStatement##
https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/710
O significante da falta no Outro e o Discurso do Capitalista
2026-08-07T10:16:06-03:00
Geovane dos Santos da Rocha
geovanesdarocha@outlook.com
Paula Karine de Lima
paulakne94@gmail.com
<p>O artigo aborda o significante da falta no Outro, S(Ⱥ), como operador clínico e ético frente ao Discurso do Capitalista e à urgência contemporânea pela negação da falta. Enquanto a lógica capitalista promete completude por meio do consumismo, a Psicanálise sustenta a falta como estrutural à constituição do sujeito; e é nesse horizonte que S(Ⱥ) se inscreve. A partir da analogia dos números complexos, argumenta-se que tal significante não supre a falta, mas a representa, preservando o estatuto do Outro como não-todo. Assim, se o Discurso do Capitalista reduz o sujeito à posição de consumidor, a direção do tratamento psicanalítico orienta-se pela sustentação ética da falta e, também, pela inserção do sujeito na dimensão do desejo.</p>
2026-08-07T00:00:00-03:00
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Consultores Ad Hoc n.55
2026-08-07T10:14:45-03:00
Comissão Editorial
cadernosdepsicanalisedocprj@cprj.com.br
<p><strong>Agradecimentos</strong></p> <p>A revista Cadernos de Psicanálise (CPRJ) contou com a colaboração de especialistas ad hoc para avaliação dos trabalhos a ela submetidos e que foram publicados nessa Edição.</p> <p><strong>Alexandre Jordão</strong> – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro (SPCRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>André De Martini</strong> – Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Beatriz Chacur Biasotto Mano</strong> - Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Benilton Bezerra Jr</strong> - Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Carla Penna</strong> - Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Carolina Paixão</strong> – Centro de Estudos Psicanalíticos, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Clarice Medeiros</strong> – Universidade Veiga de Almeida, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Daniel Coelho</strong> – Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracajú, SE, Brasil.</p> <p><strong>Fânia Izhaki</strong> - Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Flora Tucci</strong> – Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Luciano Dias</strong> – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Ludmila Pitrowsky</strong> – Centro Universitário IBMR, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Maicon Cunha</strong> - Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Maria Thereza Costa Barros</strong> - Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Marina Ribeiro Rosa</strong> – Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil.</p> <p><strong>Rosa Jeni Matz</strong> - Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro (CPRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p> <p><strong>Sílvio Guimarães</strong> - Grupo Brasileiro de Pesquisas Sándor Ferenczi (GBPSF), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.</p>
2026-08-06T14:55:46-03:00
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https://www.cprj.com.br:443/ojs_cprj/index.php/cprj/article/view/755
Normas para Apresentação de Artigo
2026-08-07T10:14:18-03:00
Comissão Editorial
cadernosdepsicanalisedocprj@cprj.com.br
<p><strong>Normas para Apresentação de Artigo</strong></p> <ol> <li class="show">CADERNOS DE PSICANÁLISE (CPRJ) é um periódico científico oficial do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro. Fundado em 1979 (como Boletim Interno, vindo a ter o nome atual em 1994, quando se tornou uma publicação anual), procura agregar artigos relativos a questões temáticas, postas anualmente em debate pelo CPRJ, preservando, contudo, um espaço para temas livres, desde que concernentes ao domínio psicanalítico e suas interfaces. A partir de 2011, volume 33, passou a ser uma publicação semestral, sendo que este volume agrega os dois números do ano, em apenas uma publicação impressa. Já a partir de 2012, os dois números do ano passaram a ser distintos, com previsão de lançamento regular para agosto e dezembro. Desde dezembro de 2017, volume 39, número 36, Cadernos de Psicanálise é publicado somente no formato eletrônico.</li> <li class="show">CADERNOS DE PSICANÁLISE (CPRJ) é um periódico científico oficial do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro e aceita artigo inédito no campo da Psicanálise e que consista em contribuição original e relevante para a pesquisa psicanalítica.</li> <li class="show">O artigo deve ser enviado à Comissão Editorial pela internet, através do portal da revista – ou seja, para: cprj.com.br/ojs_cprj/index.php/cprj (documento do Word, como anexo) –, comprometendo-se o(s) autor(es) a não submetê-lo a outros periódicos científicos até o término do processo de avaliação e a publicá-lo no Cadernos de Psicanálise (CPRJ), uma vez aprovado.</li> <li class="show">O arquivo do artigo deve ser acompanhado de outro arquivo que contenha o título e o nome do autor, com sua qualificação e filiação institucional, endereço (inclusive CEP), telefone (inclusive DDD) e e-mail.</li> <li class="show">Os membros da Comissão Editorial avaliam a pertinência do artigo à pro-posta da revista, a adequação às normas de publicação, clareza e correção da linguagem.</li> <li class="show">Avaliação por pares. Após essa primeira verificação, o artigo é enviado a pareceristas ad hoc (membros de um Conselho Científico, anualmente estabelecido) de reconhecida competência na área da Psicanálise e que têm afinidade com o tema proposto. Estes avaliam o artigo, levando em conta a relevância, a coerência e a correção dos assuntos tratados, assim como a contribuição das referências para a discussão do tema em pauta.</li> <li class="show"><strong>Procedimento duplo-cego</strong>. Os pareceres são emitidos sem que o parecerista conheça a identidade do(s) autor(es). As observações dos pareceristas são encaminhadas ao(s) autor(es), sendo aqueles também mantidos sob sigilo.</li> <li class="show">Se aprovado com exigências significativas de modificações, o artigo é reen-viado para o portal da revista – ou seja, para: cprj.com.br/ojs_cprj/index. php/cprj, dentro de novo prazo estipulado pelos editores, sendo novamente revisto por pareceristas.</li> <li class="show">Se um artigo for bem avaliado pelos pareceristas, considerando o número de artigos aprovados, os membros da Comissão Editorial decidem em qual número da revista aquele deve ser publicado.</li> <li class="show">A publicação está condicionada à assinatura de uma autorização para publica-ção on-line, onde deve constar que o artigo é de inteira responsabilidade do(s) autor(es), e a cessão de direitos autorais aos Cadernos de Psicanálise (CPRJ).</li> <li class="show"><strong>Formatação.</strong></li> </ol> <ul> <li class="show">Folha A4, letra Times New Roman 12, espaço entre linhas 1,5cm;</li> <li class="show">Margens: esquerda 3cm, direita 1,5cm, superior e inferior 2,5cm;</li> <li class="show">Extensão .doc *documento do Word;</li> <li class="show">As páginas devem ser numeradas, admitindo-se no máximo 20;</li> </ul> <ol> <li class="show"><strong>Estrutura – elementos essenciais.</strong></li> </ol> <ul> <li class="show">A primeira página deve conter o título do artigo, em português e inglês, Resumo (com no máximo 8 linhas), Palavras-chave, <em>Abstract</em> e <em>Keywords</em>:<br>esta página não está incluída no limite de 20 páginas, antes informado;</li> <li class="show">Não devem ser utilizadas letras caixa-alta, em títulos e subtítulos (seções);</li> <li class="show">Os subtítulos podem ou não estar numerados – desde Introdução até Conclusão – com algarismos arábicos;</li> <li class="show">Os títulos de artigos e livros citados, ao longo do texto, devem estar em letras itálicas e apenas a primeira letra deve estar em maiúscula. Ex. <em>Luto e melancolia</em>;</li> <li class="show">Não devem constar quaisquer informações que possam identificar o(s) autor(es);</li> <li class="show">Destaques e palavras estrangeiras devem estar em letras itálicas, assim como expressões latinas. Ex: <em>et al</em>., <em>apud</em>, <em>idem, ibidem</em>;</li> <li class="show">Citações literais, com até 3 linhas, devem estar entre aspas e inseridas no texto, e as com mais de 3 linhas devem constituir um parágrafo independente, com recuo de 4cm da margem esquerda, fonte tamanho 11 e espaço simples entre linhas, dispensando aspas, nesse caso.</li> <li class="show">Menções a autores, no decorrer do artigo, devem subordinar-se à forma (autor, data) ou (autor, data, página). Ex: (FREUD, 1921/1996, p. 125), sendo que o nome do autor deve estar em letras caixa alta;</li> <li class="show">Notas de rodapé com comentários deverão ser indicadas por algarismos arábicos e com tamanho de fonte 10 (Times New Roman);</li> <li class="show">Quadros, gráficos, fotos ou mapas devem ser apresentados em páginas distintas, com indicação dos locais em que devem ser incluídos; devem estar numerados e titulados corretamente e apresentar indicações das fontes de onde provêm;</li> <li class="show">As Referências devem ser elaboradas de acordo com as normas da Asso-ciação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (NBR-6023/2002) e inseridas após o texto, em ordem alfabética de sobrenome do autor. Devem ser digitadas em espaço simples entre linhas e espaço de 1,5cm, separando as referências entre si, e devem estar formatadas com alinhamento à esquerda, tamanho de fonte 11.</li> <li class="show">No caso de várias obras de mesma autoria, o nome do autor será substi-tuído por 6 traços underlines, seguidos de ponto.</li> <li class="show">Adotamos algumas adaptações em situações específicas, conforme exem-plificadas em Notas, mais adiante.</li> </ul> <p> </p> <p><strong>Exemplos de Referências: </strong></p> <p><strong>Um autor</strong> (Sobrenome em letras ‘caixa alta’ e o título em letras itálicas – o sub-</p> <p>título não deve ser incluído, se houver, e somente a primeira letra do título deve estar em caixa alta.)</p> <p>MELMAN, Charles. <em>Retorno a Schreber</em>. Porto Alegre: CMC Editora, 2006.</p> <p><strong>Dois e/ou três autores</strong> (nome dos autores separados por ponto e vírgula).</p> <p>JABBOUR, Charbelle; MARQUES, Liliam. <em>Gêmeos</em>: onde está a semelhança?</p> <p><strong> </strong></p> <p><strong>Mais de três autores</strong> (primeiro autor seguido da expressão et al., em itálico). GREEN, André et al. <em>A pulsão de morte</em>. São Paulo: Escuta, 1988.</p> <p><strong>Artigo publicado em periódico</strong> (somente o título do periódico deve estar em itálico).</p> <p>COSTA, Jurandir Freire. Os amores que não se deixam dizer. <em>Cadernos de Psicanálise-CPRJ</em>, Rio de Janeiro, v. 13, n. 7, p. 57-69, 1991.</p> <p><strong>Capítulo de livro</strong> (travessão: 6 espaços seguidos de ponto).</p> <p>MOKREJS, Elisabete. A aplicação terapêutica do método e a formação sistematizada em psicanálise. In: ______. <em>A psicanálise no Brasil</em>. Petrópolis: Vozes, 1993. p. 34-81.</p> <p><strong>Dissertação ou tese.</strong></p> <p>DA POIAN, Stella Maris. <em>O prazer e o simbólico na constituição do sujeito</em>: uma análise do jogo. 1979. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Instituto de Psicologia, PUC-Rio, 1979.</p> <p><strong>Compilador, Coordenador, Editor, Organizador: (Comp.), (Coord.), (Ed.)</strong></p> <p><strong>, (Org.). </strong></p> <p>JUNQUEIRA FILHO, Luiz C. V. (Org.) <em>Corpo-mente</em>: uma fronteira móvel.</p> <p>São Paulo: Casa do Psicólogo, 1995.</p> <p><strong>Trabalho apresentado em Evento.</strong></p> <p>SAFRA, Gilberto. Intimidade e processo maturacional. In: ENCONTRO LATINO-AMERICANO SOBRE PENSAMENTO DE D. W. WINNICOTT, 9.,</p> <p>2000, Rio de Janeiro. Anais…, 2000.</p> <p><strong>Evento.</strong></p> <p>JORNADA INTERNA DO CPRJ, 12., set./2005. Masculino/Feminino: a clínica dos novos paradigmas. Rio de Janeiro: CPRJ, 2005.</p> <p><strong>Documentos em formato eletrônico.</strong></p> <p>LANNES, Edson Soares. <em>Na fronteira do viver</em>. Disponível em: < (site) >. Acesso em: ……(data)……</p> <p> </p> <p><strong>Artigo de livro.</strong></p> <p>BIRMAN, Joel. Uma dívida impagável. In: ARAÚJO, M. C. de; MAYA, M. C. B. B. (Org.). <em>Neurose obsessiva</em>. Rio de Janeiro: Letter, 1992. p. 49-106.</p> <p>FERENCZI, Sándor (1928). <em>Elasticidade da técnica psicanalítica</em>. São Paulo: Martins Fontes, 1992. p. 25-36. (Obras completas Sándor Ferenczi, 4).</p> <p>WINNICOTT, Donald Woods (1945). Desenvolvimento emocional primitivo. In: ______. <em>Da pediatria à psicanálise</em>: obras escolhidas. Rio de Janeiro: Imago, 2000. p. 218-232.</p> <p>FREUD, Sigmund (1950[1895]). <em>Projeto para uma psicologia científica</em>. Rio de Janeiro: Imago, 1977. p. 395-452. (Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, 1).</p> <p>______. (1920). <em>Além do princípio do prazer</em>. Rio de Janeiro: Imago, 1969. p. 17-85. (ESB, 18).</p> <p><strong>Notas.</strong></p> <p>Nos artigos de Freud, seguimos um padrão especial de referência, conforme exemplificado acima. E apenas no primeiro item deve constar o título da coleção por extenso.</p> <p>Havendo referências diversas de um mesmo autor, a primeira referência da coleção citada deve ser redigida por extenso, abreviando-se as seguintes.</p> <p>No caso dos artigos de Freud e de outros autores psicanalistas com obra extensa, colocar o ano da primeira publicação do artigo em seguida ao nome do autor.</p> <p> </p> <p><strong>Exemplos:</strong></p> <p>FREUD, Sigmund (1901). <em>A psicopatologia da vida cotidiana</em>. Rio de Janeiro: Imago, 1976. (Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, 6).</p> <p>______. (1905). <em>Três ensaios sobre a teoria da sexualidade</em>. Rio de Janeiro: Imago, 1972. p. 123-253. (ESB,7).</p> <p> </p> <p>WINNICOTT, D. W. (1945). Desenvolvimento emocional primitivo. In: ______. <em>Da pediatria à psicanálise</em>: obras escolhidas. Rio de Janeiro: Imago, 2000. p. 218-232.</p> <p> </p> <p><strong>Abreviaturas latinas (em itálico). </strong><em>ibidem </em>ou <em>ibid</em>. = na mesma obra.</p> <p><em>idem</em> ou <em>id</em> = do mesmo autor (quando se trata de diferentes obras do mesmo autor).</p> <ol> <li class="show"><em> cit</em>. = na obra citada.</li> </ol> <p><em>apud </em>= citado por, conforme, segundo. <em>loc. cit.</em> = mesma página de uma obra já citada (no lugar citado). <em>et al.</em> = e outros.</p> <p><em>et seq.</em> = para não serem mencionadas todas as páginas da obra referenciada (intervalo entre páginas).</p>
2026-08-06T00:00:00-03:00
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